Terça-feira, 30/05/2006

Bom dia meus queridos. Espero que todos estejam muito bem. Quero agradecer do fundo do meu coração à todos vocês que vem aqui trazendo um pedacinho de si e me deixando lindas palavras de carinho. O meu muito, mais muito obrigada! Tenham todos dias muito felizes. Sempre me deixando levar pelo amor.....Beijos no coração!

AMAR


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais este e aquele, o outro e a toda gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que eu saiba me perder... pra me encontrar...


(Florbela Espanca)

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Domingo, 28/05/2006

Me deixo levar pelas asas do tempo.....Um ótimo domingo à todos.....

Medita no teu primeiro amor, a primeira luz! II
(por Wagner Borges)

Irmão, há uma força em ti.
É o sopro vital do Eterno.
É a força de toda força.
É uma luz imperecível.

Caminha com isso em mente.
Trabalha sob essa luz.
Respira pensando nela.
Aspira-a!

Esse é o teu carisma, essa é a tua graça.
Nada no mundo brilha mais do que essa luz.
Atenta para isso!
Enche o teu rosto de luz.

Com a luz nos olhos, veja a luz nos outros.
Olha para o sol, com o sol dos teus olhos.
Faz a dança da luz em teu ser.
O teu coração é um sol.

Escuta a canção das esferas.
Sintoniza o teu coração com a luz dos iniciados.
No silêncio, eles falam do TODO que está em tudo!
O mesmo que está em teu coração.

Eles cantam uma canção sublime e terna.
É a canção de amor, que tu bem conheces.
Cantada pelos espíritos de escol, anônimos e serenos.
Que, no silêncio, ajudam invisivelmente a humanidade.

Irmão, canta com eles, em espírito e verdade.
Une tua luz com a deles, pelo bem de todos.
De coração a coração, brilha junto.
No silêncio, os espíritos se encontram.

Medita no teu Primeiro Amor, a Primeira Luz.
O Supremo, O Absoluto... Aspira-o!
Pois Ele é a respiração sutil de tudo que respira.
É a Luz das luzes, a causa de todo amor.

Pondera os teus pensamentos na chama do discernimento.
Penetra a fundo nos arcanos de ti mesmo.
Entra na câmara secreta do coração e veja a verdade:
Tu és luz! Tu és imperecível! Tu és o SER!

Ora, medita, trabalha e persevera na senda da luz.
Essa é a senda do teu coração, não podes fugir dela.
Tu caminhas sobre ti mesmo, saiba disso.
Em todo momento e caminho, estarás sempre contigo mesmo.

Por onde seguirdes, a senda seguirá junto, em teu coração.
Sendo o SER imperecível, como poderia ser diferente?
Pondera sobre isso e sinta essa verdade pulsar dentro de ti.
Persevera na jornada, pois a chama eterna crepita em teu coração.

São bem poucos os que compreendem os arcanos espirituais.
Por isso os homens caminham como desconhecidos de si mesmos.
Não reconhecem o TODO neles e não vêem a luz nos objetivos.
Caminham vazios, sem espírito e verdade, e por isso a dor os persegue.

Tolos e adormecidos, zanzam dominados pelas ilusões dos sentidos.
A Rainha Maya impera absoluta sobre os seus desejos.
São surdos à canção do bem e deficientes de maturidade.
São espíritos, como tu, mas se arrastam como mortos pela vida.

Caro irmão, junta-te aos iniciados e ora por eles.
Mesmo que eles não saibam disso, canta por eles.
Mesmo que ninguém acredite, persevera...
Ajuda os teus irmãos, em espírito e verdade, em silêncio.

No Invisível, outros olhos perceberão tua ação luminosa.
Consciências elevadas estarão contigo, em espírito e verdade.
Nesse mundo material, tal ligação não será vista.
Mas, no espaço espiritual, os seres de luz realizarão as graças secretas.

Medita no teu Primeiro Amor... canta a canção em silêncio.
A Primeira Luz... em teu coração.
Respira o Supremo... aspira-o.
Os iniciados estão contigo, em espírito e verdade.

PS: A senda da luz é a senda da paz.
A paz que o mundo não entende.
Essa paz perene, que é do espírito.
Realiza-a em ti mesmo.
Medita, ora, trabalha, estuda e realiza a paz.
Paz e Luz.

Compartilhado por Cris às 12:59

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Segunda-feira, 22/05/2006

Boa tarde meus queridos. Numa tarde chuvosa como esta, nada como um texto para nos aquecer :-). Espero que todos estejam muito bem. Beijos no coração.

O medo de se expor
por Eda Cecília Marini

Expor-se.
Expor o corpo físico tal qual é, sem exigir a perfeição estética, aceitando limitações, sem crítica e sem comparações.
Expor os pensamentos com clareza e realidade, os vícios mentais, rótulos e preconceitos.
Expor-se.
Exprimir as emoções e sentimentos tal qual brotam originalmente, sem fingimentos, com autenticidade, sem a preocupação com julgamentos. Por a público toda a carga que se carrega na mente e na alma, acumulada durante tantas vidas, tantos séculos. É tirar a máscara social, mostrar limitações, fraquezas, e por que não, falhas, medos, enfim, mostrar aos quatro ventos a própria vulnerabilidade.
Por trás de todo o barulho da mente há uma dimensão de vazio; a mente o esconde cobrindo-o com uma performance bela e conveniente, condizente com a expectativa social. Essa cobertura é decorativa e ilusória, finge ser alguma coisa, ser alguém. É funcional, sim, enquanto faz parte do jogo de troca de poder, enquanto o indivíduo não está na consciência pessoal.
Desde a mais tenra idade somos condicionados a reprimir, - não educar - pensamentos, sentimentos e emoções, fingir o que não somos, tendo atitudes e comportamentos em desacordo com a alma, criando máscaras para as diferentes situações, que juntas fazem parte da grande máscara cujos traços definem nossa personalidade, a persona de cada um.
Quem nunca ouviu dos mais velhos, quando criança:
“Seja bonzinho senão não gosto mais de você”…
“Mamãe não gosta de criança que faz isso”…
“O que os outros vão pensar”?
Então, para não ser rejeitado pela família, grupo social, amigos, enfim sociedade, é preciso armar esquemas, representar o tipo esperado, traçar comportamentos quase sempre tortuosos. Profissionalmente, para conquistar ou não perder o status conquistado nem ser desvalorizado ou desrespeitado é preciso representar o forte, imbatível, incansável, criativo, seguro, corajoso, inteligente, esperto, perfeito... enfim, um processo extremamente desgastante, pois sustentar tipos e falsidades a fim de manter a máscara esgota, é cansativo e altamente frustrante. É preciso inventar-se cada vez mais a fim de reforçar e sustentar o que não é real.
Mas, aqui sempre cabe a afirmação: “ Se não for assim, não serei aceito, respeitado, valorizado… Posso ficar só”… Então, porque não manter a máscara se é tão funcional? Não é muito mais fácil deixar como está? Vamos seguir representando porque a perda é menor…
A máscara só existe por causa do medo.
Entretanto, para ser autêntico, não é preciso ter medo.
É preciso somente ter clareza no fato de que tudo que se esconde, não se assume, tende a crescer sem controle; não vejo, não quero conhecer, portanto está escondido e sendo sempre alimentado por energias semelhantes. Ao contrário, ao se expor o errado, ele desaparece, se resseca, some pois deixou de ser nutrido. Ele não consegue se manter no aberto, pois só se mantém no inconsciente, na sombra. Trazendo-o para a consciência, ele se evaporará aos poucos.
Mas, importante! Escondendo potenciais, algo correto, ele se esvai porque se desnutre ao se deixar de cultivá-lo com a verdade. O real vai morrendo para que o não real prospere.

É preciso expor primeiramente a si mesmo.
Reconhecer corajosamente fatos e atitudes, sentimentos e comportamentos. É talvez o mais doloroso exercício de exposição, pois significa o reconhecimento dos limites pessoais, a auto-aceitação completa, com a verdadeira modéstia e humildade, colocando o orgulho de lado. Ninguém é horrível: apenas é-se como se pode ser.
Reconhecer valores pessoais e suas capacidades reais; aceitar limitações não como defeitos nem como falhas mas sim como etapas de aprendizado. Olhar-se sem culpa e sem exigência de perfeição. Despir-se de autojulgamentos e rótulos, largar preconceitos para trocar conceitos. Só assim a máscara começa a desfazer-se e o real começa a respirar.
Um bom exercício é anotar em uma folha de papel, sem método, tudo que surgir à mente e ao coração - reações, pensamentos, definições, atitudes. Sem julgar. Apenas escrever o que sentir.
Meditar sobre isto, como se sente e assim perceber o real do que é irreal, reconhecendo a máscara.

O medo da mudança é natural, porque o velho é familiar há uma identidade definida, conveniente, já há muito aceita, segura e facilmente administrável. Não se deve condená-lo, pois é parte deste condicionamento social. Aceitá-lo e ir além dele pode parecer assustador, mas logo se começará a ganhar força, sua real medida; passa-se a ser um indivíduo, sai-se da massa. A sofisticação social dá lugar à individualidade, à realização pessoal como Deus a fez, crua, selvagem e com tremendo poder.
Na verdade, é preciso abandonar as velhas idéias para se saber quem se é, não é preciso dar saltos. Apenas caminhar passo a passo, mas com firmeza, liberando fantasmas, criações mentais, emoções reprimidas, distorcidas, atitudes desviadas, desacomodando pesares e mágoas, raiva, ambição; prazer, alegria, sexo e sexualidade.
Trazer das profundezas do inconsciente o que lá foi relegado, tornando-se consciente na aceitação de si mesmo. É “arejar o porão”…
Quanto mais se vive na máscara e por ela, mais se é automatizado, robotizado, sem consciência. Autoconscientizar-se assemelha-se a uma ressurreição, um renascer para o poder interior, para a união com o divino.
Desconectar para reconectar.
A exposição passa a ser feita sem medo: autenticidade, não grosseria ou agressividade, mas sim caminhando de acordo com o potencial pessoal, porque já se conhece a extensão da força íntima. Ela apóia e dirige pelo caminho do equilíbrio.
Expor-se, então, deixa de ser doloroso ou assustador, mas sim altamente gratificante, pois traz a segurança e a satisfação da realização.

Compartilhado por Cris às 15:02

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Sexta-feira, 19/05/2006

Um ótimo final de semana à todos. Beijos no coração!

SEUS OLHOS

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
De vivo luzir,
Estrelas incertas, que as águas dormentes
Do mar vão ferir;


Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, — mais doce que o nauta
De noite cantando, — mais doce que a frauta
Quebrando a solidão,


Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
De vivo luzir,
São meigos infantes, gentis, engraçados
Brincando a sorrir.


São meigos infantes, brincando, saltando
Em jogo infantil,
Inquietos, travessos; — causando tormento,
Com beijos nos pagam a dor de um momento,
Com modo gentil.


Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Assim é que são;
Às vezes luzindo, serenos, tranqüilos,
Às vezes vulcão!


Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco,
Tão frouxo brilhar,
Que a mim me parece que o ar lhes falece,
E os olhos tão meigos, que o pranto umedece
Me fazem chorar.


Assim lindo infante, que dorme tranqüilo,
Desperta a chorar;
E mudo e sisudo, cismando mil coisas,
Não pensa — a pensar.


Nas almas tão puras da virgem, do infante,
Às vezes do céu
Cai doce harmonia duma Harpa celeste,
Um vago desejo; e a mente se veste
De pranto co'um véu.


Quer sejam saudades, quer sejam desejos
Da pátria melhor;
Eu amo seus olhos que choram em causa
Um pranto sem dor.


Eu amo seus olhos tão negros, tão puros,
De vivo fulgor;
Seus olhos que exprimem tão doce harmonia,
Que falam de amores com tanta poesia,
Com tanto pudor.


Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Assim é que são;
Eu amo esses olhos que falam de amores
Com tanta paixão.

(por Augusto dos Anjos)

Compartilhado por Cris às 20:20

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Quinta-feira, 18/05/2006

Bom dia meus queridos. Que nossos olhares estejam sempre atentos aos detalhes e mensagens embutidos em cada momento por nós vivenciados. Tenham todos um lindo dia. Que a PAZ possa ser instaurada e a Luz se torne plena.

Ver Vendo...

Quantas vezes passei por locais maravilhosos e não me dei conta de suas existências...
Quantas vezes disse Bom Dia e não olhei os olhos a quem cumprimentava...
Quantas vezes as oportunidades bateram à minha porta e eu deixei de aproveita-las, de lhes dar o devido valor, por estar preocupado com um amanhã material, que poderia ou não se concretizar, esquecendo do agora, do olhar em volta, do sentir o cheiro das coisas...
Do não perceber o perfume das flores ou o sabor dos vinhos...
Do ter prazer em olhar o brilho da lua refletindo o sol...
Da alegria do sorriso de uma criança – honesto, simples e verdadeiro – ao ganhar uma pequena lembrança ou um doce ou uma palavra de amor e de carinho...
Dei-me conta do que estou perdendo por me preocupar tanto...
Do querer viver hoje um amanhã que não me pertence...
Dei-me conta de que preciso olhar e ver...
“Ver Vendo”...
... De tanto ver, a gente banaliza o olhar...
Vê não-vendo...
Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver...
Parece fácil, mas não é...
O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade...
O campo visual da nossa rotina é como um vazio...
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta...
Se alguém lhe perguntar o que você vê no seu caminho, você não sabe...
De tanto ver, você não vê...
Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu escritório...
Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro...
Dava-lhe um bom dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência...
Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer...
Como era ele?
Sua cara?
Sua voz?
Como se vestia?
Não fazia a mínima idéia...
Em 32 anos, nunca o viu...
Para ser notado, o porteiro teve que morrer...
Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser que também ninguém desse por sua ausência...
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem...
Mas há sempre o que ver...
Gente, coisas, bichos...
E vemos?
Não, não vemos...
Uma criança vê o que um adulto não vê...
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo...
O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê...
Há pai que nunca viu o próprio filho...
Marido que nunca viu a própria mulher (e desconhece os seus segredos e desejos), isso existe às pampas...
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos...
É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença...

(por Otto Lara Rezende)

Compartilhado por Cris às 07:18

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 Quarta-feira, 17/05/2006

Nas asas do observar....

O Cultivo da Alma

Uma das mais importantes ações para a saúde psíquica do ser humano é o cuidado com essa misteriosa parte de nós a que denominamos alma.
Para muitos o cuidado com o corpo é uma verdadeira obsessão. Despendem imensa energia nas academias de ginástica, mas não se dispõem a encontrar tempo ou investir recursos para buscar o equilíbrio interior.

Embora cuidar do corpo físico seja muito importante, principalmente no que diz respeito a mantê-lo saudável, o mesmo cuidado e empenho deveria ser aplicado à alma. O filósofo grego Sócrates considerava este trabalho mais importante do que qualquer outra coisa na vida.

Somente uma perfeita saúde psíquica pode garantir equilíbrio e saúde também ao corpo físico, visto que ambas estão diretamente relacionadas, como já foi amplamente demonstrado pela medicina psicossomática.

Na sociedade moderna, a complexidade do homem faz com que os cuidados com a alma não se restrinjam apenas a orações ou outros rituais religiosos. É necessário ir mais fundo na compreensão desta parcela de nós tão importante para que a existência seja plenamente vivenciada. A psicoterapia, a análise dos sonhos, o uso das essências florais, a meditação, a imaginação criativa, o desenvolvimento da criatividade, são ferramentas extremamente eficazes para o cuidado da alma.

Assim como um jardim que, quando não cuidado, fica tomado por ervas daninhas e por plantas desprovidas de vitalidade, nossa alma também precisa ser cultivada com atenção, empenho e amor, para que obtenhamos equilíbrio e felicidade.

Um jardineiro se une à natureza para produzir plantas saudáveis e belas. Do mesmo modo, devemos ajudar a existência fazendo nossa parte na tarefa de construir uma vida plena de alegria e serenidade.

“Osho, o que é a angústia? É apenas um outro nome para a ansiedade”? – Perguntou um discípulo.
A angústia tem algo da ansiedade, mas ela não é apenas ansiedade. É muito mais, muito mais profunda.

Ansiedade quer dizer que você está preocupado com um determinado assunto, num estado de indecisão. Você não sabe se deve ou não fazer certa coisa, qual será a forma certa de fazê-la, o que escolher... há tantas formas. Você está sempre numa encruzilhada. Todas as formas parecem similares; certamente, levando para algum lugar. Mas será que levam à meta que você está aspirando?

... A angústia não tem nenhum objeto determinado.

... Não há nada para você escolher entre duas alternativas, nenhum “isto ou aquilo”. Não existe nenhuma questão de escolha. Então, qual é o problema com a angústia?
Vou tentar explicar. É um pouco difícil de compreender, mas não impossível.
... Uma rosa vai ser uma rosa. Mesmo antes das flores surgirem, você sabe que aquelas flores não vão ser cravos-de-defunto. A árvore é de rosas; a essência da rosa já está ali – simplesmente a existência tem que acontecer. O programa básico já é provido pela natureza, tem apenas de ser manifesto.
... No homem, a existência precede a essência.
Primeiramente, ele nasce e, depois, ele começa a descobrir o que ele pode ser. Essa é a angústia.

Ele não tem nenhum programa, nenhuma diretriz determinada, dada pela natureza, nenhum mapa a seguir. Ele é deixado apenas como pura existência. Ele tem de descobrir tudo sobre si mesmo. A vida é um desafio a cada momento; assim, a todo momento ele tem de escolher. Sempre que ele tem de escolher, há ansiedade - mas a ansiedade é particular.

A angústia é uma estado geral do ser humano. Ele está em angústia desde o nascimento até a morte, porque ele não tem meio de saber qual é o seu destino, onde ele irá parar.

É claro, muito poucas pessoas sentem angústia, porque muito poucas pessoas são assim tão cônscias de si mesmas, de suas existências, de para onde estão indo, do que estão se tornando, do que vai acontecer. Elas vivem muito interessadas no trivial. O trivial cria ansiedade.

E sempre que há escolha, há ansiedade.
Assim, todo mundo, a cada passo, a cada momento de sua vida, encara a ansiedade. A ansiedade é comum, um acontecimento diário.
A angústia é muito profunda.

... Na angústia, há alguma ansiedade, porque você está preocupado, interessado. Mas o interesse não é relativo a qualquer trabalho, a qualquer coisa, a qualquer coisa em particular - não, é uma vaga sensação geral de: “O que sou eu”?
(...) Em primeiro lugar, quando você sentir angústia, você sentirá um tremendo tormento, uma profunda depressão... um abismo insondável se abrindo diante de você, e você caindo nele. É terrível no começo, mas somente no começo.

Se você puder ser paciente, só um pouquinho paciente e permitir o que quer que aconteça, logo, logo, você ficará ciente de uma nova qualidade em seu ser: tudo o que está acontecendo está ao seu redor, não está acontecendo em você. É algo externo, não interno. Até mesmo sua própria mente é algo do exterior.

No centro mais recôndito, há somente uma coisa. Esta coisa é o testemunhar, a observação, a atenção, a consciência.

E é a isso que eu chamo de meditação.
Sem a angústia você não pode meditar.

Você tem de passar através do fogo da angústia. Ele queimará o lixo e o deixará mais limpo e rejuvenescido.

E o seu ser não está muito distante. Ele está aí, muito perto, mas simplesmente o zumbido de todos os pensamentos não lhe permite ouvi-lo, vê-lo, senti-lo.

... Vocês têm perguntado coisas como “quem é Deus”? e “quem criou o mundo”? ... Uma mente madura tem somente uma questão. Nem mesmo duas, apenas uma única questão: “Quem sou eu”?.

... E essa questão existencial é terrível no começo, dolorosa no começo, mas traz todas as bênçãos no final.
Gautama, O Buda, disse: “Meu caminho no começo é amargo, mas no fim é muito doce”.

... Ele está falando sobre o caminho do qual eu estou falando – o caminho que o leva para dentro.
Sim, ele é amargo no começo, mas doce no fim. Ele é como a morte no começo e é a vida eterna no fim.
E todas as bênçãos da existência são suas.
Você fica tão abençoado que pode abençoar toda a existência.

... O Abençoado nasce da dor aguda da angústia”.
Osho, From Personality to Individuality

(por Elizabeth Cavalcante)

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A esperança

(Augusto dos Anjos)

A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!

Compartilhado por Cris às 19:46

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Segunda-feira, 15/05/2006

Boa tarde meus queridos. Diante de tantos acontecimentos tristes, vamos nos unir e emanar pensamentos positivos para que tudo isso seja debelado e que a Luz e a Paz se restabeleçam.

EU LHE DESEJO UM SOL DIFERENTE...


Que apesar de todas as dificuldades,
apesar de algumas tristezas que insistem,
que mesmo com essa montanha erguida,
o sol possa ser seu presente mais doce.

Desejo ao seu coração o querer que ele quer.
Que nas palavras que ele sussurra dentro do seu peito,
sejam ouvidas aquelas que têm sabor de liberdade.
Que você esteja atendo para o sopro da sua vontade real,
e jamais desista dos seus passos em direção à verdade.

Desejo que sua percepção acorde mais plena
no calor de um sol novo e renovador.
Que ele lhe encoraje às atitudes
que estão querendo respirar.
Aquelas que sempre são substituídas,
Aquelas que não se arrojam
por ter os pesos de conceitos por demais antigos.

Desejo que você aceite seu tempo, seja ele qual for.
Que sinta serenidade na espera necessária
para que a semente plantada brote no tempo certo.

Desejo então que sua flor seja inteira,
e mesmo que inicialmente pequena e frágil,
ela lhe traga as luzes de uma estrada azul.

Que sua sabedoria esteja desperta aguardando com
tranqüilidade o desabrochar da sua flor.
Em paz, em cadência ritmada
com o aprendizado que vem chegando.
Em mais suaves permissões a você.
Em muito mais reconhecimento da sua coragem.

Desejo a você um sol diferente.

Espalhando seu sorriso pela densidade das nuvens,
simplificando o aspecto complicado de alguns momentos
e mostrando-lhe a fonte essencial para sua sede.


Desejo que a cada instante você desnude mais seu coração
e deixe que nele vibre em tom maior:
O AMOR .

O amor na sua expressão mais simples.
Que não mede, não faz contas
e que tem o poder de lhe erguer
acima de todas as montanhas escuras .

(Autoria : Sirlei Passalongo)

Compartilhado por Cris às 13:57

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Quinta-feira, 11/05/2006

Doces pensamentos....

Fanatismo

Minha'alma , de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
pois tu és já, toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida
Passo no mundo, meu amor, a ler
no misterioso livro do teu ser
a mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto toda a graça
duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
Ah! podem voar mundos, morrer astros
que tu és como deus: princípio e fim!

(Florbela Spanca)

Compartilhado por Cris às 20:37

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Quarta-feira, 10/05/2006

Bom dia meus queridos. As vezes colocamos tantos obstáculos em algo que queremos obter ou fazer que a situação se torna mais cômoda. Nem sempre estes obstáculos são reais, concordo que existem situações que estão fora de nosso controle, pois envolvem outras vidas, mas as que nos pertence, façamos sempre uma análise dos prós e contras para efetivar a felicidade em nosso caminho. Ainda não me sinto preparada para compartilhar com vocês minhas atuais observações, pois envolve falar da separação física de minha mãe, mas assim que eu me sentir mais forte, partilharei com vocês.

Quero agradecer do fundo do meu coração, a honra de mais uma vez, estar fazendo parte do destaque da semana do Gazeta dos Blogueiros. Fico muito feliz em receber este presente. Muito mais muito obrigada.

Uma mala de desculpas

Você também possui uma mala cheia de desculpas? Parece que todos nós temos uma. Quem maior, quem menor. A maioria de nós foge de nossas tarefas mais fastidiosas buscando uma desculpa. Com essa maneira de agir estamos evitando, ou pelo menos atrasando, nosso desenvolvimento espiritual. Os sábios afirmam que, ao voltar perante o Criador, estaremos prontos a tirar de nossa mala um montão de desculpas para justificar nossa falta de ação. “Eu estava ocupado demais tentando sobreviver!”; “Eu fui bom, mas os outros me impediam de agir como queria!”; “Eu nem sabia que Você realmente existia e não tinha tempo de cuidar da vida espiritual!”.
E Deus, poderá responder: “Aceito suas desculpas, mas realmente, você nada fez nessa vida para o seu desenvolvimento espiritual”. E então, como é que vai ficar? Vamos esperar voltar novamente e finalmente fazer algo a respeito?

Existe algo no interior de cada ser humano que impede que evoluamos espiritualmente? A resposta é bastante simples. Devemos nos convencer que nossas ações são contabilizadas para nosso próprio bem. Então as faremos de bom grado. Quando sentimos que estamos ajudando os outros, ou fazendo uma ação espiritual, porque devemos fazê-la, vamos achar logo uma desculpa para evitá-la e ela não nos servirá de nada. Quando o trabalho espiritual é sentido como uma ação compulsória, nós resistimos. Como você reage quando alguém lhe diz que você deveria fazer algo? Provavelmente você irá reagir de forma negativa. Você irá questionar a razão. Ninguém gosta de se sentir pressionado. Para podermos agir de forma que nossas ações sejam uma peça positiva na nossa mala espiritual precisamos fazê-las de bom grado, sem pressão ou constrangimento de nenhum tipo. A ação precisa vir de dentro para fora, espontaneamente. Assim, você fará a ação para seu próprio benefício. Precisamos lembrar disso a cada boa ação que fazemos, a cada gesto benevolente, a cada palavra de carinho. Não é suficiente ser uma boa pessoa, precisamos ser cada dia melhores.

Circula na Internet um Horóscopo Maldito onde alguém muito sacana escreveu os defeitos de cada signo astrológico. Eu mesma já recebi e-mails de pessoas descontentes pelo fato de ter descrito os defeitos dos signos na definição dos Signos Astrológicos publicada no STUM. Mas, TODOS NÓS TEMOS DEFEITOS! Os signos, indicando tipos diferentes de personalidades, nada fazem a não ser descrever a propensão de cada um de nós para um ou outro tipo de comportamento, bom ou ruim. Por essa razão, tomar consciência de nossos defeitos é fazer o primeiro passo. Não adianta buscarmos em nossa mala de desculpas as justificativas para nossas ações e conseqüentemente para nossa estagnação espiritual. Será tarde demais. Teremos que voltar, e voltar, e voltar, até completarmos nossa tarefa. Portanto, nos tornando conscientes AGORA podemos diminuir a distância que nos separa da Luz Divina.

Imaginemos que estamos na faculdade, queremos nos formar, pegar o diploma, mas não assistimos às aulas e vamos ao cinema ou ao parque namorar em vez de estudar. Não estamos agindo mal. Não prejudicamos ninguém, a não ser nós mesmos. E depois, quando o final do ano chegar, quando chegarem os exames, estaremos nos lamentando, buscando em nossa bagagem todas as desculpas possíveis! Que infantilidade, não é mesmo? Portanto, não fazemos assim perante a vida?

Não existe maior inferno do que ver que poderíamos ter feito melhor e falhamos em nosso propósito!

Então, vamos fazer um esforço suplementar para fazer o melhor possível. Não somente no nosso trabalho, não somente para ganhar nosso pão de cada dia e levar nossa vida adiante decentemente, mas também para corrigir nossa alma e nos tornarmos cada dia pessoas melhores. E não estou falando daquelas mortificações ou ações caridosas que as religiões ensinam e que, muitas vezes, fazemos para desencargo de consciência. Estou falando das ações que fazemos espontaneamente, para o bem do próximo e, conseqüentemente, para nosso próprio bem. Não esqueçam então que esta semana, com a influência ainda presente do Ano Novo Solar, estamos preparando o livro de nossas ações anuais. Vamos começar a refletir e agir conseqüentemente. No final do dia poderemos nos perguntar: “O que eu fiz hoje para cumprir minha tarefa de evolução espiritual”? Sejamos sinceros, muitas vezes não teremos nada para escrever no livro. Mas, se fizermos dessa reflexão um hábito, logo estaremos modificando nosso comportamento e tudo se tornará mais fácil. A energia do momento nos ajuda a renovar nossas intenções. Os antigos rituais conectavam as pessoas com as energias astrais. Aproveitem. O Céu está a nosso favor.
Digam: “Eu sei o que devo fazer. Quero estar preparado e fazer o que for preciso para a evolução de minha alma”. Abandonem a mala de desculpas! Uma pessoa consciente de seu destino não precisará dela para nortear suas escolhas.

(Graziella Marraccinni)

Compartilhado por Cris às 09:28

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Domingo, 07/05/2006

Bom dia meus queridos! Estes momentos se tornam plenos de amor, pois sinto-me embalada por um sentimento que me envolve a alma e cala fundo em meu coração. À você que tanto tem me dado força, através de sua constante presença, a doce presença do meu eterno amor. Momento de profundas reflexões e que me despertam para certas compreensões. Ainda vou compartilhar com vocês, por enquanto apenas sentindo e ficando quieta para ouvir...

Como eu te amo
(Gonçalves Dias)

Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;

Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua,

Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;

Como se ama o crepúsculo da aurora,
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpeia,
Uma imagem risonha e sedutora;

Como se ama o calor e a luz querida,
A harmonia, o frescor, os sons, os céus,
Silêncio, e cores, e perfume, e vida,
Os pais e a pátria e a virtude e a Deus:

Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-to os lábios meus, — mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti. — Por tudo quanto sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta de sofrer, por tudo eu te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saibas
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem te eu revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas.

De mim não saberás como te adoro;
Não te direi jamais,
Se te amo, e como, e a quanto extremo chega
Esta paixão voraz!

Se andas, sou o eco dos teus passos;
Da tua voz, se falas;
o murmúrio saudoso que responde
Ao suspiro que exalas.

No odor dos teus perfumes te procuro,
Tuas pegadas sigo;
Velo teus dias, te acompanho sempre,
E não me vês contigo!

Oculto e ignorado me desvelo
Por ti, que me não vês;
Aliso o teu caminho, esparjo flores,
Onde pisam teus pés.

Mesmo lendo estes versos, que m'inspiras,
— "Não pensa em mim", dirás:
Imagina-o, se o podes, que os meus lábios
Não to dirão jamais!

Sim, eu te amo; porém nunca
Saberás do meu amor;
A minha canção singela
Traiçoeira não revela
O prêmio santo que anela
O sofrer do trovador!

Sim, eu te amo; porém nunca
Dos lábios meus saberás,
Que é fundo como a desgraça,
Que o pranto não adelgaça,
Leve, qual sombra que passa,
Ou como um sonho fugaz!

Aos meus lábios, aos meus olhos
Do silêncio imponho a lei;
Mas lá onde a dor se esquece,
Onde a luz nunca falece,
Onde o prazer sempre cresce,
Lá saberás se te amei!

E então dirás: "Objeto
Fui de santo e puro amor:
A sua canção singela;
Tudo agora me revela;
Já sei o prêmio que anela
O sofrer do trovador.

"Amou-me como se ama a luz querida,
Como se ama o silêncio, os sons, os céus,
Qual se amam cores e perfume e vida,
Os pais e a pátria, e a virtude e a Deus!"

Compartilhado por Cris às 11:17

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Segunda-feira, 01/05/2006

Bom dia meus queridos. Meu momento atual é a perda física da minha mãe, sei que vou superar, mas por enquanto, apenas partilhando....

Lidar com a perda é um dos mais difíceis desafios para o ser humano.
A perda através da morte é uma experiência extremamente difícil, mas como tem uma ligação direta com o conceito de destino, de algo que sabemos ser um desígnio que está acima de nós, buscamos, apesar do sofrimento, o caminho da aceitação.

A perda através do abandono ou da rejeição mexe com algo essencial, que é nossa auto-estima. De algum modo, sempre buscamos encontrar uma justificativa em nós, como se não tivéssemos sido suficientemente bons, não tivéssemos suficientes qualidades para manter alguém ao nosso lado.

Mudar esta crença exige de nós a consciência de que os processos internos que o outro vivencia fogem ao nosso controle. Liberdade e manutenção da individualidade são duas qualidades fundamentais para que um relacionamento dê certo. Se não houver um compromisso verdadeiro de ambas as partes para que isto aconteça, torna-se difícil estabelecer algo duradouro.

Quando amamos alguém e perdemos essa pessoa, a dor cria em nós uma espécie de couraça defensiva, que muitas vezes dificulta a abertura para uma nova experiência, por mais que a desejemos.
A saída é meditarmos permanentemente sobre o poder curativo do amor, ou seja, aquele velho ditado de que a dor de um amor se supera com um novo amor, é sim, muito verdadeiro.

Mas para isso, é necessário que estejamos plenamente abertos para receber esse amor que a existência nos reserva. Se não nos permitirmos aceitar e valorizar cada manifestação amorosa que o mundo nos ofereça, estaremos perdendo a chance de um renascimento e do reencontro com a felicidade.

A vida é mágica e os seres humanos, em sua multiplicidade, constituem uma de suas maiores riquezas. Quando estamos abertos e disponíveis para deixar que o novo, o inesperado, aconteça em nossa vida, o Universo sempre nos responde de forma inequívoca.

Dar e receber são dois lados de uma mesma moeda. Quanto mais amor, empatia, afeição e generosidade doarmos ao mundo, mais receberemos em troca, amor e felicidade.

ABRA O SEU CORAÇÃO
Querido mestre Osho,
Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância, separado e isolado, e, assim, eu tenho estado protegido das pessoas e situações.
O meu medo mais íntimo sempre foi o de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando e seria perdido, desviado ou rejeitado.
Minha essência é como uma flor delicada e se ela florescesse num terreno errado ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída. Este é o meu medo. Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente? Tom Cassidy.

... As pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se sua expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor.
Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.

O pássaro cuco, ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante - você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vicent van Gogh está pintando-a, ou se um fotógrafo ou um astrônomo estão preocupados com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.

Simplesmente abra o seu coração... E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece.
... E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?

Todo tempo e todo lugar é o lugar certo!
... Você esperou tempo demais, não espere mais. Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem. É agora ou nunca"!
OSHO - Zen: Zest, Zip, Zap and Zing - Capítulo 12, pergunta nº 1

(por Elizabeth Cavalcante)

Compartilhado por Cris às 07:29

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